Doença rara, que afeta principalmente crianças, pode apresentar sinais percebidos pelos próprios familiares
A Policlínica Estadual da Região do Entorno – Formosa orienta pais e responsáveis sobre os principais sinais do retinoblastoma, um tipo raro de câncer que se desenvolve na retina e acomete principalmente crianças pequenas. Observar a aparência dos olhos e mudanças no comportamento visual faz parte dos cuidados que podem contribuir para a identificação de situações que necessitam de avaliação especializada.
Um dos sinais mais conhecidos é a leucocoria, caracterizada pelo aparecimento de um reflexo branco na pupila, muitas vezes percebido em fotografias com flash. Enquanto um dos olhos apresenta o reflexo avermelhado comum nas imagens, o outro pode apresentar uma coloração esbranquiçada, chamando a atenção dos familiares.
Também podem ocorrer estrabismo, mudanças na aparência dos olhos, vermelhidão, dor, aumento do tamanho do olho ou dificuldade para enxergar. Esses sinais podem estar relacionados a diferentes condições e não significam, necessariamente, a presença de um tumor. Por isso, qualquer mudança persistente deve ser investigada por especialista.
Segundo o oftalmologista Marcelo de Paula, a atenção dos familiares é importante para perceber alterações que possam passar despercebidas no dia a dia. “Os pais e responsáveis conhecem o comportamento habitual da criança e, muitas vezes, são os primeiros a perceber que existe alguma mudança. Um reflexo diferente na pupila, um olho que parece desviado ou uma dificuldade para enxergar são situações que merecem atenção e avaliação profissional”, explica.
O médico ressalta que a presença de um desses sinais não significa, por si só, que a criança tenha retinoblastoma. “É importante não entrar em pânico diante de um reflexo branco em uma fotografia ou de qualquer outra alteração. Existem diferentes causas possíveis para esses sinais. O mais importante é não ignorá-los e procurar um oftalmologista para identificar a origem e indicar a conduta adequada”, orienta o especialista da Policlínica de Formosa.
O diagnóstico do retinoblastoma é realizado por meio de avaliação médica e exames específicos. A investigação permite diferenciar a doença de outras condições oculares e, quando necessário, iniciar o tratamento indicado para cada caso.



