Cristiane Pereira defende protagonismo das pequenas empresas na agenda brasileira de Inteligência Artificial

Presidente da ASSESPRO-DF participou do Fórum Brasileiro de IA e Computação de Alto Desempenho e destacou a importância da inclusão, da soberania tecnológica e do fortalecimento dos ecossistemas regionais de inovação

A presidente da ASSESPRO-DF, Cristiane Pereira, participou do Fórum Brasileiro de Inteligência Artificial e Computação de Alto Desempenho, realizado em Campinas (SP), considerado um dos principais encontros nacionais voltados à discussão sobre inteligência artificial, supercomputação, soberania digital e desenvolvimento tecnológico estratégico para o Brasil.

O evento reuniu representantes do governo federal, pesquisadores, universidades, centros de inovação, empresas de tecnologia e lideranças do setor produtivo para debater os desafios e oportunidades relacionados ao avanço da IA em setores como saúde, educação, indústria, agronegócio, segurança cibernética, varejo, ciência e gestão pública.

Durante os debates, Cristiane Pereira reforçou a necessidade de garantir que pequenas e médias empresas estejam inseridas no centro da transformação digital brasileira. A defesa da inclusão dos pequenos negócios no ecossistema de inovação foi destacada no artigo “A alma brasileira tem pressa: algumas lições do Fórum Brasileiro de IA e Computação de Alto Desempenho”, publicado por André Rafael, coordenador de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

No texto, o autor ressalta a importância da integração entre centros de supercomputação, governos, parques tecnológicos, startups e indústrias regionais como caminho para ampliar a competitividade tecnológica do país e democratizar o acesso às infraestruturas avançadas de IA.

Segundo Cristiane Pereira, o avanço da inteligência artificial precisa acontecer de forma inclusiva e conectada à realidade do empreendedorismo brasileiro.

“A transformação digital não pode ficar restrita às grandes corporações. É fundamental criar condições para que pequenas empresas também tenham acesso à infraestrutura, qualificação e oportunidades geradas pela inteligência artificial. A inovação precisa chegar de forma concreta aos ecossistemas regionais e aos empreendedores que movimentam a economia do país”, afirmou.

O Fórum também evidenciou preocupações relacionadas à dependência tecnológica do Brasil em relação a plataformas e infraestruturas estrangeiras. Especialistas alertaram para a necessidade de fortalecer investimentos em ciência, tecnologia e inovação, além de ampliar a capacidade nacional de processamento de dados e desenvolvimento de hardware e software estratégicos.

As discussões apontaram ainda a importância da revitalização do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (SINAPAD), da expansão dos Centros Nacionais de Processamento de Alto Desempenho (CENAPADs) e da criação de políticas públicas capazes de estimular a inovação nacional e a retenção de talentos.

Outro ponto amplamente debatido foi a necessidade de aproximar universidades, governo e setor produtivo para transformar pesquisa científica em impacto econômico, soluções tecnológicas e competitividade global.

Para a ASSESPRO-DF, a participação no Fórum reforça o compromisso da entidade com a construção de políticas públicas voltadas à transformação digital, ao fortalecimento da economia tecnológica e à ampliação das oportunidades para empresas de todos os portes.

Cristiane Pereira destacou ainda o papel estratégico do Distrito Federal nesse cenário, por reunir instituições públicas, centros de pesquisa, empresas inovadoras e ambientes favoráveis à formulação de políticas nacionais de tecnologia.

“O Brasil vive um momento decisivo na corrida global da inteligência artificial. Precisamos construir uma agenda baseada em soberania tecnológica, desenvolvimento econômico e inclusão produtiva, garantindo que empresas brasileiras tenham condições reais de competir e inovar”, concluiu.

O Fórum Brasileiro de Inteligência Artificial e Computação de Alto Desempenho consolidou-se como um espaço estratégico de articulação entre governo, academia e setor produtivo, fortalecendo o debate sobre o posicionamento do Brasil na nova economia digital global.

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