Planejamento sucessório: o que as empresas precisam fazer hoje para sobreviver amanhã

Mais de 90% das empresas brasileiras são familiares e apenas 30% chegam à segunda geração, segundo o IBGE. Com 72% delas ainda sem um plano sucessório formal, André Vidmar, especialista em planejamento estratégico e fundador da Soluções Certas, empresa parceira da FIA Business School, explica como conduzir um processo sucessório de forma estruturada.

Apesar de ser um dos temas mais sensíveis no ambiente empresarial, o planejamento sucessório ainda é negligenciado por grande parte das empresas brasileiras. Dados do IBGE mostram que, embora mais de 90% das empresas no país sejam familiares, apenas cerca de 30% conseguem chegar à segunda geração. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), 72% das empresas familiares brasileiras não possuem um plano de sucessão para os cargos-chave, além disso, uma outra pesquisa da PwC Brasil revela que 44% das empresas familiares brasileiras não possuem um plano de sucessão estruturado, o que pode comprometer a continuidade do negócio, gerar conflitos internos, destruir o valor da empresa e comprometer o patrimônio (familiar inclusive), após a saída dos fundadores.

“A sucessão empresarial deve ser tratada como parte da estratégia de crescimento e perenidade da empresa, e não como um tema emocional ou apenas familiar. Planejar essa transição com antecedência garante estabilidade, confiança do mercado e preservação do legado construído”, afirma André Vidmar, especialista em planejamento estratégico e fundador da Soluções Certas, empresa de consultoria empresarial parceira da FIA Business School.

Segundo Vidmar, é comum que empresários deixem o assunto para depois, por acreditarem que ainda há tempo ou por receio de lidar com questões internas delicadas. No entanto, adiar a decisão pode ser um erro caro. “A sucessão não acontece de um dia para o outro. Ela exige uma gestão muito bem alicerçada, a implementação do sistema de governança corporativa, além da preparação dos sucessores e sucedidos e da adaptação gradual da cultura empresarial.”

Segundo o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), o primeiro passo para a implantação de um processo de sucessão é reconhecer que a sucessão não é um evento, mas sim um processo contínuo, que deve ser construído com base em uma estrutura de governança corporativa sólida.

A implantação do sistema de governança corporativa, aliada a construção de um plano sucessório claro, que inclua a definição de critérios objetivos para a escolha de sucessores, a profissionalização da gestão e o acompanhamento contínuo do processo, é fundamental. O envolvimento de consultorias externas pode ajudar a mediar conflitos e trazer uma visão técnica e imparcial colaborando de forma relevante para todo este processo.

“A continuidade do negócio depende da capacidade de preparar tão bem a governança e a gestão, para que a sucessão passe a se tornar apenas mais uma etapa a ser cumprida dentro de um planejamento empresarial de longo prazo.”, conclui Vidmar.

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